Presidente palestiniano exige mais apoio dos EUA antes da visita de Biden

O Presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, reuniu-se sábado em Ramallah, na Cisjordânia ocupada, com uma delegação dos EUA e enfatizou a necessidade de Washington ser “um parceiro comprometido no processo de paz”, descreve hoje a agência de notícias Wafa.

“A situação é intolerável face à ausência de um horizonte político e de proteção internacional para nosso povo palestiniano”, disse o Presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) durante a reunião com a delegação norte-americana.

A comitiva dos EUA foi liderada pela secretária de Estado adjunta para Assuntos do Oriente Próximo, Barbara Leaf, e contou com a presença do Secretário de Estado Adjunto para Assuntos Palestinianos e Israelitas, Hady Amr.

Esta reunião acontece nas vésperas de uma visita do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a Israel, aos territórios palestinianos e à Arábia Saudita, uma viagem que esteve marca para este mês, mas foi adiada para julho, de acordo com meios de comunicação social norte-americanos.

De acordo com a agência de notícias oficial palestina, Wafa, junto da comitiva dos EUA, Abbas destacou a reabertura do consulado dos EUA em Jerusalém Oriental, fechado durante a presidência de Donald Trump e integrado oficialmente em 2019 na embaixada em Israel, um ano depois de transferir a legação diplomata de Tel Aviv para a Cidade Santa, uma decisão controversa a nível internacional.

O Presidente palestiniano ameaçou tomar medidas contra Israel “devido à incapacidade da comunidade internacional de os forçar a cumprir as resoluções internacionais e interromper práticas criminosas, ocupação, limpeza étnica e discriminação racial”.

Já Washington divulgou, através de uma nota do Departamento de Estado no ‘Twitter’, que o encontro visou as relações bilaterais, a assistência dos EUA aos palestinianos e o aprofundamento dos laços e mecanismos para conseguir liberdade, segurança e prosperidade.

A visita de Joe Biden à região um encontro com Abbas, bem como com líderes israelitas.

No ano passado, logo após assumir o cargo, Biden anunciou uma série de medidas para restabelecer os contactos com a liderança palestiniana, prejudicados pelo seu antecessor.

Esta semana, Washington decidiu criar o Gabinete de Assuntos Palestinianos sob a embaixada de Israel em Jerusalém, mas com a particularidade de que não reportar ao embaixador, mas diretamente ao Departamento de Estado.

A imprensa local indicou que esta medida foi percebida como insuficiente pela liderança da ANP, que havia vetado temporariamente a nomeação de Hady Amr como enviado especial para os palestinianos.

PFT // MSF

Lusa/Fim

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