Culto de ódio proveniente da esquerda levou a ataque contra Trump – Casa Branca
A Casa Branca atribuiu hoje a responsabilidade pelo ataque ocorrido durante um jantar de gala da imprensa, com o Presidente norte-americano, Donald Trump, ao que designou como um “culto de ódio proveniente da esquerda”.
“O culto do ódio proveniente da esquerda contra o Presidente e todos aqueles que o apoiam e trabalham para ele causou muitos feridos e mortos, e quase voltou a atacar este fim de semana”, acusou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante uma conferência de imprensa, em que anunciou que a presidência vai rever os protocolos de segurança para eventos em que participe Donald Trump, realizados fora da sede presidencial.
Segundo a porta-voz, ainda esta semana terá lugar uma reunião convocada pela chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, juntamente com responsáveis do Departamento de Segurança e dos Serviços Secretos, para avaliar como garantir a segurança do Presidente em eventos como este.
“Estamos constantemente a supervisionar as operações e os procedimentos, colocando sempre as perguntas difíceis para garantir que [Trump] esteja em segurança”, insistiu.
Leavitt afirmou que este ataque constituiu a terceira tentativa de assassínio contra Trump em menos de dois anos.
Segundo Karoline Leavitt, há uma “demonização sistemática” do republicano, de 79 anos.
“Nos últimos anos, ninguém teve de enfrentar mais projéteis e mais violência do que o Presidente Trump”, afirmou a porta-voz da Casa Branca.
O Presidente norte-americano tem utilizado um tipo de linguagem em relação aos adversários políticos e à imprensa que opositores acusam de ser polarizadora e violenta.
“Aqueles que chamam, constantemente e de forma errada, o Presidente de fascista, de ameaça à democracia e o comparam a Hitler com fins políticos, alimentam este tipo de violência”, acrescentou.
Entre aqueles que já compararam Trump ao líder nazi Adolfo Hitler está o atual vice-presidente norte-americano, JD Vance, na altura em que se opunha a Trump em 2016.
Leavitt adiantou que o líder republicano planeia comparecer a um segundo jantar de correspondentes, caso seja remarcado, mas evitou pronunciar-se sobre a presença do vice-presidente.
“Posso garantir-vos que o Presidente tenciona comparecer ao evento, tal como já disse publicamente a todos vós. Não quero confirmar nem descartar a presença do vice-presidente, mas certamente essa é uma conversa que vai ocorrer”, afirmou.
A detenção do suspeito de tentar assassinar Trump, Cole Allen, colocou em destaque o dispositivo de segurança e a possibilidade de, em eventos deste tipo, ser aplicado o chamado sistema do “sobrevivente designado”.
Esse protocolo é ativado para eventos como o discurso sobre o estado da União e visa evitar que a administração fique sem liderança caso ocorra um atentado.
No caso do discurso, uma vez que praticamente todo o gabinete se encontra no Congresso para ouvir o discurso anual do Presidente, o sistema obriga a designar um membro do Governo que permaneça, durante a intervenção, num local seguro cuja localização não é divulgada.
Leavitt esclareceu que essa possibilidade foi discutida antes do jantar, mas que não foi necessário designar um sucessor porque vários membros do executivo que figuravam na linha de sucessão não compareceram “por diversas razões pessoais”.
A porta-voz criticou ainda os democratas pelo encerramento parcial do Departamento de Segurança Nacional, que continua paralisado há mais de 70 dias e que, na sua opinião, pode ter sido uma das razões pelas quais ocorreu o tiroteio de sábado.
“A noite serviu como mais um lembrete de como é importante financiar o Departamento de Segurança Nacional. O Serviço Secreto é uma componente vital do departamento e tem sido diretamente afetado por este jogo político imprudente e por estas manobras partidárias”, criticou.
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