Crise migratória marca disputa Biden-Trump

O Presidente norte-americano, Joe Biden, já reconheceu que a política de controlo de entradas pela fronteira do México tem de ser revista, mas falhou um plano de entendimento entre republicanos e democratas no Congresso, não conseguindo evitar que o tema se infiltre na campanha eleitoral e possa servir os interesses do seu previsível adversário, o ex-Presidente Donald Trump.

O Notícias ao Minuto lembra que no final de 2020, as autoridades de fronteira dos Estados Unidos avisaram o então Presidente Donald Trump de que aumentavam os sinais de pressão para a entrada de imigrantes ilegais através da fronteira com o México.

Trump tentou ignorar o assunto, porque o tema tinha sido bandeira eleitoral na sua campanha de eleição em 2016 e eram fracos resultados do seu mandato nesta área (incluindo a não construção do prometido muro ao longo da fronteira).

No ano seguinte, 2021, já com o democrata Joe Biden na Casa Branca, um número recorde de 1,8 milhões de migrantes passaram a fronteira com o México, sobretudo oriundos da Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Venezuela.

Em 2022, o número de imigrantes passou para 2,8 milhões e no ano passado já eram cerca de três milhões, levando Biden a reconhecer que o problema precisava de uma solução radical, admitindo a necessidade de reforço das autoridades policiais e até a construção do muro que tanto tinha criticado a Trump.

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