Bruno de Carvalho confirma rescisão de Rui Patrício com o Sporting

O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, comunicou esta sexta-feira que o guarda-redes Rui Patrício rescindiu contrato, alegando justa causa, referindo que o futebolista está a ser manipulado pelo empresário Jorge Mendes.

Bruno de Carvalho acusou Jorge Mendes de “chantagear” o clube em mais de sete milhões de euros (ME), na negociação para a transferência de Rui Patrício para o Nápoles e prometeu “acionar todos os meios legais” contra o jogador e o clube que contrate o internacional português.

“Chegou a Alvalade o pedido de rescisão do Rui (Patrício)”, disse Bruno de Carvalho, em conferência de imprensa, realizada no Estádio José Alvalade, em Lisboa, tendo já comunicado o pedido de resolução contratual à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Bruno de Carvalho revelou que os fundamentos de Rui Patrício para alegar justa causa se alicerçam na sua própria conduta enquanto presidente do clube lisboeta, considerando que o guarda-redes “está a ser manipulado” por Jorge Mendes.

“Dos 18 milhões de euros [da possível transferência para o Nápoles], ele queria mais de sete. O Jorge Mendes queria aproveitar uma situação que é crime”, denunciou o dirigente ‘leonino’, advertindo que “o Sporting não pode estar sob chantagem e ameaças”.

Bruno de Carvalho precisou que o “aproveitamento da Gestifute”, empresa de representação de futebolistas de Jorge Mendes, passava por exigir 3,15 ME da transferência de Rui Patrício para o clube italiano, verba à qual se juntavam mais quatro ME da transação do médio Adrien para o Leicester na época passada.

O presidente do clube de Alvalade defendeu que Rui Patrício “está a ser instrumentalizado”, pois não acredita que “alinhasse em situações de chantagem” e pediu ao jogador que “reflita bem”, considerando que “existe, pela lei, um período de reflexão de sete dias”.

“Espero que tenha a possibilidade de sair do Sporting pela porta grande, que é o que merece. Por muito que os sportinguistas estejam em pânico, não aceito que alguém se possa aproveitar do Sporting no valor de sete milhões de euros”, sustentou.

Bruno de Carvalho alertou que a resolução contratual por justa causa “é um processo extremamente complicado e doloroso para um atleta”, mas também “muito complexo para os clubes que venham a ficar com esses jogadores”.

Apesar de entender que “ninguém tem razão nenhuma para qualquer tipo de rescisão”, o presidente do Sporting admitiu que “é possível” que outros jogadores sigam o exemplo do capitão da equipa, uma vez que se está a “criar o efeito bola de neve e o aconselhamento tem vindo do mesmo lado”.

“Já temos todos os meios legais preparados, mas espero que não seja preciso, porque não é prestigiante para ninguém”, assinalou Bruno de Carvalho, reafirmando que o clube “nunca irá ceder a chantagens”, apesar de ter reconhecido que Rui Patrício, tal como o médio William Carvalho, “já deviam ter tido a oportunidade de sair na época passada”.

RPC/RPM // RPM

Lusa/Fim

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