Líder de organização de combates de luta livre rejeita convite de Trump para ser porta-voz da Casa Branca

O diretor executivo da maior organização mundial de artes marciais mistas, Dana White, rejeitou o convite do Presidente norte-americano, Donald Trump, para ser o novo porta-voz da Casa Branca, noticiou hoje a estação televisiva CNN.

Horas depois de Trump ter divulgado o convite na rede social Truth Social, a estação norte-americana noticiou que “uma fonte familiarizada com o assunto afirma que o diretor executivo do Ultimate Fighting Championship (UFC) recusou a ideia pouco convencional”.

Por outro lado, o portal TMZ avançou, citando “fontes com conhecimento direto do assunto”, que Dana White se encontra em Londres para assistir ao combate de boxe desta noite, mas deverá reunir-se com Trump na segunda-feira, na Sala Oval, para abordar o convite.

Trump tinha anunciado horas antes, na Truth Social, que, além de ter oferecido o cargo ao empresário ligado às artes marciais, lhe pedira para levar para a Casa Branca, como seus assistentes, vários lutadores, mesmo que não fossem norte-americanos, entre os quais Islam Makhachev, Khabib Nurmagomedov, Justin Gaethje, Daniel Cormier, Amanda Nunes e Kayla Harris.

“Tenho o prazer de anunciar que foi oferecido ao grande Dana White, um lutador e guerreiro incansável, o cargo de secretário de imprensa dos Estados Unidos”, escreveu Trump, dias depois da derrota dos republicanos nas eleições intercalares.

O cargo de porta-voz da Casa Branca está vago desde 16 de outubro, quando Katie Zacharia se demitiu, apenas cinco dias depois de ter assumido funções, tornando-se a pessoa que menos tempo ocupou o cargo.

Na sequência das eleições de terça-feira passada, têm ocorrido mudanças na administração norte-americana, como a promoção, na sexta-feira, do controverso conselheiro anti-imigração Stephen Miller a novo chefe de gabinete de Trump, em substituição de Susie Wiles, considerada pela imprensa especializada uma interlocutora entre o setor privado e o Presidente Trump.

As eleições intercalares de terça-feira passada, interpretadas como um referendo à governação de Trump, terminaram com uma vitória da oposição democrata, que retirou aos republicanos o controlo das duas câmaras do Congresso americano.

AG // JMR

Lusa/Fim

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