Cirurgia para remover nódulo de um pulmão do Papa concluída com sucesso

A cirurgia do Papa Leão XIV para remover um nódulo pulmonar estava em curso ao início da noite desta terça-feira, anunciou o hospital Gemelli, em Roma, pouco depois das 18:00 locais (17:00 em Lisboa).

O pontífice, de 71 anos, foi internado ao início da tarde, dois dias depois de ter anunciado que seria submetido a uma intervenção cirúrgica para remover um nódulo «circunscrito ao pulmão», detetado «numa fase muito inicial».

A operação permitirá analisar a lesão e determinar se é maligna, bem como avaliar a eventual necessidade de tratamentos adicionais.

Especialistas em oncologia ouvidos pela agência norte-americana Associated Press (AP) consideram que o prognóstico será «excelente», mesmo que o nódulo seja cancerígeno, tendo em conta a deteção precoce e a possibilidade de remoção da lesão.

Entretanto, fiéis e membros do clero reuniram-se na capela do hospital Gemelli para rezar pela recuperação do Papa. A oração do Rosário foi presidida pelo cardeal Baldassare Reina, vigário-geral da Diocese de Roma.

«Caros irmãos e irmãs, nesta capela onde cada dia o silêncio de oração acolhe as lágrimas, protege a esperança e alimenta a esperança, levantemos juntos a nossa súplica para que o Senhor sustente o nosso bispo e conforte todos os que aqui estão hospitalizados», declarou o cardeal.

A cerimónia foi transmitida pelos meios de comunicação do Vaticano e contou com a presença de colaboradores do pontífice, religiosos e fiéis. Iniciativas de oração pela saúde de Leão XIV foram também promovidas em igrejas de vários países.

A intervenção, habitualmente realizada sob anestesia geral, deverá obrigar a um internamento de cerca de uma semana. Na segunda-feira, o Vaticano anunciou o cancelamento de todas as audiências papais até 20 de outubro, duas semanas após a operação.

Leão XIV foi eleito Papa a 8 de maio de 2025, após a morte de Francisco, aos 88 anos, tornando-se o primeiro norte-americano a liderar a Igreja Católica, que reúne cerca de 1,4 mil milhões de fiéis em todo o mundo.

Embora apresente um estilo menos exuberante do que o antecessor, o atual pontífice tem vindo a afirmar a sua própria abordagem à liderança da Igreja, pronunciando-se sobre algumas das principais questões internacionais, desde os conflitos armados à inteligência artificial.

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