Biden convida Zelensky para a sua Cimeira das Democracias do mundo

O Governo do Presidente norte-americano, Joe Biden, convidou hoje o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, para participar na sua grande cimeira das democracias do mundo, que decorre na próxima semana em Washington e noutras capitais.

Um dos assessores de Biden, Rob Berschinski, confirmou, numa conferência de imprensa, que Zelensky participará e explicou que a guerra na Ucrânia será um dos principais temas do encontro, juntamente com debates sobre economia, corrupção e luta contra o autoritarismo, entre outros.

Zelensky intervirá de forma virtual no primeiro dia da cimeira, 28 de março, e falará sobre a sua visão de uma “paz justa e duradoura” para a Ucrânia, invadida pela Rússia a 24 de fevereiro de 2022, segundo o programa da reunião divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano.

O Presidente ucraniano falará num painel moderado pelo secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, no qual participarão chefes da diplomacia de um “grupo de países regionalmente diversificado”, com o objetivo de haver diferentes perspetivas, de acordo com o Departamento de Estado.

Os Estados Unidos não revelaram os países de origem desses ministros dos Negócios Estrangeiros, sabendo-se apenas que nem a Rússia nem a China figuram entre os convidados.

Esta é a segunda edição da Cimeira das Democracias realizada pelo Governo de Biden, que propôs pela primeira vez a ideia quando se candidatou às eleições presidenciais de 2020.

A primeira edição, na qual a Ucrânia também foi convidada, decorreu entre 09 e 10 de dezembro de 2021 e girou em torno de temas como o combate ao autoritarismo, o combate à corrupção e a promoção do respeito dos direitos humanos, mas acabou sem anúncios concretos.

Espera-se que os Estados Unidos usem esta segunda cimeira para anunciar “investimentos significativos” de dinheiro em programas para proteger os direitos humanos, adiantou Berschinski, diretor de democracia e direitos humanos encarregado da política externa no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.

O objetivo será aprofundar um dos princípios que guiam a política externa de Biden: a ideia de que as democracias do mundo estão num ponto de viragem em que devem demonstrar aos seus cidadãos que são a melhor forma de Governo e, assim, travar o avanço do autoritarismo.

Além dos Estados Unidos, os outros anfitriões da cimeira serão a Costa Rica, a Coreia do Sul, a Zâmbia e os Países Baixos.

No segundo dia do encontro, 29 de março, os líderes desses países darão início ao dia, com declarações conjuntas com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e em seguida cada um liderará uma sessão centrada num tema específico, falando Biden sobre como a democracia pode enfrentar problemas globais.

No total, 120 Governos foram convidados para a cimeira, oito dos quais pela primeira vez, por Washington ter considerado que fizeram progressos a nível democrático.

Entre os novos convidados, estão as Honduras, a Bósnia-Herzegovina, a Mauritânia e Moçambique.

ANC // SCA

Lusa/Fim

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