Artista português Daniel Henriques vai trabalhar com Frank Miller em novo Ronin

O artista português Daniel Henriques vai trabalhar com o argumentista e ilustrador norte-americano Frank Miller no regresso deste à personagem Ronin, no que será um dos primeiros lançamentos da nova companhia do histórico da banda desenhada.

O anúncio do lançamento da nova empresa, de nome Frank Miller Presents, foi feito na semana passada, com o calendário – que inclui um retomar da série “Sin City” – a apontar novo material de Ronin para novembro, com pouca informação adicional a ser conhecida até ao momento.

De acordo com a publicação IGN, cada número de “Ronin: Book Two” (“Ronin: Livro Dois”, em tradução do inglês) vai ter 48 páginas e será publicado de forma bimestral, com argumento de Miller, que também vai fazer os ‘layouts’, e desenho de Philip Tan, contando com arte-final do português Daniel Henriques.

Uma das obras mais relevantes do longo currículo de Miller, “Ronin”, conta a história de um “guerreiro lendário”, um “samurai do século XIII desonrado e sem mestre” a quem é dada uma segunda oportunidade para vingar a morte do seu mentor.

“Subitamente renascido numa Nova Iorque futurista e corrupta do século XXI, o samurai descobre que tem uma última chance de recuperar a sua honra: tem de derrotar a reencarnação do assassino do seu mestre, o demónio Agat”, pode ler-se na sinopse de “Ronin” na página da DC Comics, que publicou a série em seis números entre 1983 e 1984.

“Consegui este trabalho por estar a começar parceria artística com o Philip Tan, comecei a colaborar em todos os projetos em que estava envolvido, o ‘Ronin’ inicialmente não iria fazer parte dos títulos que ia trabalhar, porque o Philip já tinha um estilo desenvolvido com aguadas para o projeto, mas tanto o Philip como o Frank gostam de arte manga, fizemos uma imagem onde eu, além de fazer arte final, fiz também ‘zipatones’ e foi muito bem recebido”, disse Daniel Henriques à Lusa, explicando que ‘zipatones’ são uma “técnica muito usada em manga”, em que tons cinzentos são usados para “criar textura e sombras”.

Com 36 anos, Daniel Henriques começou a carreira como assistente de arte-final e, entre 2011 e 2015, “contribuiu para títulos publicados pela Marvel, Image, Dark Horse e DC Comics, tendo a sua estreia editorial em “Venom vol.1”, segundo uma biografia disponibilizada pelo próprio.

Entre outros, já trabalhou para os seguintes títulos: Spawn, Gunslinger Spawn, King Spawn, Aquaman, Justice League, Green Arrow, Mortal Kombat X, Batman Arkham Knight, SuperGirl , Detective Comics e Shadow War Alpha.

Para além do regresso de Ronin, Daniel Henriques está a trabalhar em “Shadowhawk”, de Jim Valentino.

TDI // MAG

Lusa/fim

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