11 Set/25 Anos: EUA recordam hoje o mais mortífero ataque terrorista no país

Os Estados Unidos assinalam hoje os 25 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001, o ataque terrorista mais mortífero alguma vez perpetrado em território norte-americano, que provocou perto de três mil mortes, entre as quais nove vítimas portuguesas ou lusodescendentes.

Segundo o Correio da Manhã, as cerimónias de homenagem realizam-se nos três locais atingidos pelos quatro aviões comerciais sequestrados por membros da Al-Qaida: no ‘Ground Zero’, em Nova Iorque, onde estavam as Torres Gémeas do World Trade Center; no Pentágono, sede do Departamento de Defesa norte-americano; e em Shanksville, na Pensilvânia, onde caiu o quarto avião.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participa nas cerimónias no Pentágono, enquanto o vice-presidente, JD Vance, marca presença em Nova Iorque, no memorial e museu do 11 de Setembro, localizado na área que ficou conhecida como ‘Ground Zero’. Representantes das autoridades norte-americanas estarão também em Shanksville.

O aniversário é igualmente assinalado nas Nações Unidas, em Nova Iorque, onde está previsto um debate no Conselho de Segurança dedicado ao combate ao terrorismo. Em Bruxelas, a NATO promove uma cerimónia na sua sede, com a participação dos representantes permanentes dos países membros da Aliança Atlântica e de elementos das comunidades diplomática, militar e internacional da organização.

Os ataques de 2001 provocaram uma profunda transformação na política externa e nas estratégias de segurança dos Estados Unidos e tiveram consequências à escala internacional. Entre os principais efeitos estiveram o início da chamada “guerra contra o terrorismo” e a intervenção militar norte-americana no Afeganistão.

Na sequência dos atentados, a NATO acionou pela primeira — e até hoje única — vez o artigo 5.º do Tratado do Atlântico Norte. A disposição estabelece que um ataque armado contra um dos países membros é considerado um ataque contra toda a Aliança e prevê uma resposta solidária dos restantes aliados.

Na manhã de 11 de setembro de 2001, dois dos aviões sequestrados embateram contra as Torres Gémeas, em Nova Iorque. Os dois edifícios acabariam por desabar cerca de duas horas depois dos impactos. Um terceiro avião foi lançado contra o Pentágono, nos arredores de Washington.

O quarto aparelho despenhou-se numa zona próxima de Shanksville, na Pensilvânia. As autoridades norte-americanas acreditam que o avião tinha como possível alvo o Capitólio ou a Casa Branca, mas a tentativa de passageiros e tripulantes para recuperar o controlo da aeronave terá impedido que chegasse ao destino.

Para além das vítimas que morreram no próprio dia, estima-se que mais de 9.400 pessoas tenham perdido a vida posteriormente devido a doenças associadas à exposição aos efeitos dos atentados e às condições existentes na zona de Nova Iorque após o colapso das Torres Gémeas.

As consequências dos ataques continuam também a gerar novas revelações. Esta semana, o atual presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, anunciou a publicação de dezenas de milhares de documentos relacionados com o 11 de Setembro. Segundo o autarca democrata, os documentos indicam que a cidade escondeu informação sobre os níveis de toxicidade do ar após os atentados.

Entretanto, Khalid Sheikh Mohammed, considerado o autoproclamado mentor dos ataques de 2001, deverá começar a ser julgado em 5 de junho de 2028. A data foi determinada em agosto por um juiz militar norte-americano.

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