Mais de 170 aeronaves envolveram resgate de pilotos dos EUA

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, revelou hoje que mais de 170 aeronaves militares participaram na operação de resgate de dois pilotos de caças norte-americanos em território iraniano no fim de semana.

Numa conferência de imprensa na Casa Branca, Trump especificou que a primeira missão envolveu 21 aeronaves e a segunda mobilizou 155 aparelhos, tendo permitido recuperar os militares em segurança.

O Presidente indicou ainda que dois aviões de transporte militar ficaram imobilizados na areia durante a operação e tiveram de ser destruídos no local.

Na mesma conferência de imprensa, Trump ameaçou um órgão de comunicação social norte-americano, que não identificou, com medidas legais, após alegadas fugas de informação sobre a operação de busca de um piloto desaparecido no Irão.

De acordo com o chefe de Estado, as autoridades iranianas só terão tido conhecimento do desaparecimento após a divulgação dessas informações, acrescentando que irá exigir a identificação da fonte responsável pela fuga.

Trump voltou também a endurecer o tom face a Teerão, afirmando que o Irão “pode ser destruído numa só noite”, numa referência ao ultimato norte-americano para a reabertura do Estreito de Ormuz.

O Presidente norte-americano reiterou que o prazo para o restabelecimento da navegação naquela via estratégica está a terminar, avisando que, caso não seja cumprido, poderão ser lançados ataques contra infraestruturas críticas iranianas.

O mais recente ultimato de Trump expira às 01:00 (hora de Lisboa) de quarta-feira.

Estas declarações de Trump surgem num contexto de forte escalada militar, após o início, a 28 de fevereiro, da operação conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.

Teerão respondeu à ofensiva com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico, além de bloquear o Estreito de Ormuz, o que fez disparar os preços do petróleo.

RJP // SCA

Lusa/Fim

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