Estados Unidos terão soberania dos terrenos da base militar na Gronelândia
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os Estados Unidos terão soberania dos terrenos onde se localiza a base militar norte-americana na Gronelândia, com base no acordo pré-estabelecido esta semana com a NATO, em Davos, na Suíça.
Numa entrevista publicada hoje no jornal The New York Post, Trump respondeu afirmativamente ao ser questionado se os Estados Unidos passariam a controlar o terreno onde serão instaladas futuras bases militares norte-americanas na Gronelândia, que depende da Dinamarca.
“Teremos tudo o que quisermos. Estamos a manter conversas interessantes”, disse o presidente norte-americano, sem fornecer mais pormenores em relação ao pré-acordo anunciado na quarta-feira após a reunião entre Donald Trump e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, no âmbito do Fórum Económico Mundial de Davos.
Os Estados Unidos mantêm uma base militar no norte da Gronelândia ao abrigo de um amplo acordo de defesa assinado em 1951 entre Copenhaga e Washington, e atualizado em 2004.
Na quarta-feira, Trump retirou a ameaça de anexar a Gronelândia à força e de aumentar tarifas aduaneiras sobre alguns países europeus por se oporem à proposta de aquisição do território dinamarquês.
Trump alegou questões de segurança nacional perante ameaças russa e chinesa para querer a ilha do Ártico, uma região autónoma da Dinamarca, que também possui grandes reservas de hidrocarbonetos e de minérios.
Mais tarde, o presidente norte-americano anunciou haver uma “estrutura para um futuro acordo” sobre a Gronelândia, após reunião com Mark Rutte em Davos.
Donald Trump adiantou, em entrevista ao canal televisivo norte-americano FoxBusiness, que os Estados Unidos terão “todo o acesso militar” que quiserem, àquele território autónomo de um dos Estados-membros da União Europeia (UE) e da NATO.
“Podemos pôr o que precisarmos na Gronelândia porque queremos”, disse Trump, acrescentando: “Essencialmente, é acesso total, não há fim, não há limite de tempo.”
Pouco se sabe sobre o pré-acordo discutido com Mark Rutte, mas fontes citadas esta semana pelo jornal The New York Times referem que será semelhante ao estatuto das bases militares britânicas no Chipre, que continuam sob soberania do Reino Unido desde a independência da ilha do Mar Mediterrâneo, em 1960.
Os Estados Unidos reduziram a presença militar de 17 bases na Gronelândia em 1945 para uma única base com cerca de 150 elementos e mais de 300 funcionários atualmente, muitos dos quais cidadãos dinamarqueses ou gronelandeses.
JRS (HPG/PNG) // MAG
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