Paulo Rangel homenageia vítimas portuguesas dos atentados de 11 de Setembro em Nova Iorque
O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) homenageou hoje os nove portugueses e lusodescendentes que perderam a vida nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, numa cerimónia em Nova Iorque que Paulo Rangel descreveu como “emocionante”.
Na cerimónia, por ocasião dos 25 anos dos históricos ataques aos Estados Unidos, foram colocadas flores e bandeiras de Portugal junto dos nomes das noves vítimas portuguesas e lusodescendentes que figuram no Memorial do 11 de Setembro, em Manhattan.
Aos jornalistas, Paulo Rangel, que se encontra em visita a Nova Iorque a propósito das eleições para o Conselho de Segurança da ONU, classificou o momento como “emocionante” e destacou o papel que a comunidade portuguesa teve no rescaldo dos ataques.
“Hoje é um dia dedicado à comunidade portuguesa (…) e entendemos começar essa relação com as comunidades por uma homenagem àqueles que, ou sendo nacionais portugueses ou sendo lusodescendentes, e são nove, perderam a vida com os atentados de 11 de setembro”, disse Rangel.
“É muito importante que estejamos aqui no Memorial (…).”Estão aqui (…) um conjunto de pessoas que estiveram na primeira hora na assistência: médicos, bombeiros, polícias, que são da comunidade portuguesa. Temos também aqui autarcas, que obviamente também representam a comunidade e que tiveram um papel importante nessa altura”, acrescentou.
Além das vítimas mortais, o Governo quis igualmente prestar homenagem a todos os portugueses e lusodescendentes que colaboraram na mega operação que se sucedeu ao atentado, seja no socorro às vítimas, seja na reconstrução do local e na criação do Memorial.
“É um momento que eu diria que é emocionante e que diz muito sobre o papel da comunidade portuguesa neste grande espaço que é, de facto, esta grande comunidade urbana que vai de Nova Jérsia até Massachusetts”, afirmou.
Estiveram também presentes no evento o embaixador de Portugal em Washington, Francisco Duarte Lopes, a cônsul-geral de Portugal em Nova Iorque, Luísa Pais Lowe, que desde 2022 vem dando seguimento a esta homenagem, o cônsul-geral de Portugal em Newark, Luís Sequeira, o diretor da AICEP em Nova Iorque, Carlos Moura, além de outras personalidades da comunidade portuguesa da região.
Após a homenagem, o diretor de Operações do ‘National September 11 Memorial&Museum’, o português Renato Batista, conduziu o grupo numa visita guiada ao Museu do 11 de Setembro, composto por materiais, testemunhos primários e registos históricos daquele atentado.
No total, nove portugueses e lusodescendentes perderam a vida no ataque da Al-Qaida no dia 11 de Setembro de 2001, há 25 anos.
Oito vítimas portuguesas foram identificadas nos dias a seguir ao atentado, sendo que o nome de um lusodescendente de Massachusetts só foi apurado um ano após os ataques.
No dia 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por terroristas da Al-Qaida, tendo dois colidido intencionalmente contra as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, que ruíram duas horas após o impacto.
O terceiro avião de passageiros colidiu no edifício do Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, condado de Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington D.C..
O quarto avião caiu num campo no estado da Pensilvânia, depois de alguns passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controlo do aparelho.
Não se registaram sobreviventes entre os passageiros dos aviões, sendo que, no total, os ataques fizeram mais de três mil mortos e mais de seis mil feridos.
MYMM (PSP) // MLL
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